segunda-feira, 5 de setembro de 2011

#Momento

Saudade de escrever como eu escrevia há dois anos.

Eu não tinha medo do que iam pensar dos meus escritos.

Na verdade, não é que eu tenho medo hoje. É que descobri que há coisas que são melhores caladas.

E descobri - ok, eu já sabia - que as palavras geram tanto estresse. Elas tem duplos sentido, elas marcam, elas assinam. E exatamente por serem tão pesadas que eu as amo. E preciso delas.

Mais do que escrever, eu preciso ler. Ler o que escrevi ou ler o que me escreveram.

Saber que o pensamento surgiu, foi codificado, passou pela cabeça, desceu escorrendo até os dedos, bateu tecla por tecla, num esforço elétrico foi parar na tela e ganhou forma. E se salvou, e apertou enter, e publicou pra todo mundo ler e entender. E foi lido.

E está ali. Marcado. Como uma foto estampada no fundo da retina.

Qualquer frase tem efeito. O efeito de uma frase é o efeito daquele olhar.

Sabe aquele olhar? Aquele que atravessou a mesa e bateu em você e te deixou com as bochechas cor-de-rosa e as pernas um pouco
moles? Esse olhar.
Uma frase também tem efeito de beijo no olho, de carinho na nuca, de pés enrolados no frio.

E mesmo assim, já repararam que é mais fácil atravessar todo esse processo de escrita do que aceitar a realidade de um gesto?

É, escrever pesa mas escrever pode ser fútil.
"'Cause saying 'I Love You' has nothing to do with meaning it!"
Vai ver por isso eu abandonei um pouco as palavras. Abandonei o blog e segurei as teclas um pouco. Tenho tentado dar mais valor aos gestos, olhares e toques. Do que ao que me falam e digitam.
Não sei ainda o que é mais forte. Nem se deveria existir essa divisão de 'poderes'. E tem sido difícil pra um menino de códigos entender coisas tão aéreas como beijos e abraços.
Mas tem sido uma aventura.
Talvez passe mais tempo longe daqui.

Talvez não.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

#SóRefletindo

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Olhar a vida é olhar um espelho. É enxergar nela aquilo que nos faz vivos. É arte, ou redenção. Alguns vêem o puro fascínio do milagre da arte, outros vêem puro acaso. Talvez seja essa a beleza de tudo, somos nós mesmos, hora mente, hora coração. Nossa realidade é realizada frente nossos olhos da forma que entendemos o mundo. 
Vemos o que sabemos enxergar. 
E saber ver a vida é entender que é tudo puro reflexo. 
Reflexo de nós, do que acreditamos, do que ansiamos por vir. Somos Reinbrand, somos Miró, Frida, Einstein, Baudelaire ou Dostoievski. Cada qual no seu momento, cada um às suas luzes. Temos uma universalidade de formas, um amontoado de percepções e de seus efeitos. 
Somos o branco das cores. 
Arte, ciência e contemplação. 
Quem alcança a simplicidade humilde de ver o mundo a sua volta, como que sentisse o vento lhe atravessar a alma, inexistente e só, na contemplação plena dos sentidos que tanto sentido fazem. 
Somos a capacidade de ser tudo o que sabemos ser. De respirar aquela sensação de tudo à volta. Cada vez mais percebo que somos de uma naturalidade incompreensiva, só alcançada com o silêncio e alma livre. 
Somos capazes da plena razão, despida da ação, assim como tão capazes da ação frente ao que não nos veste plenamente. 
Como se a arte do mundo se bastasse em si, em nós. 
Como se o céu fosse uma poesia divina em moldes quânticos. 
Ciência e arte d’onde ainda não navegamos. 
Quando foi que esquecemos que vivemos no paraíso, e esquecendo, acabamos por ver apenas pão e vinho? 

terça-feira, 19 de julho de 2011

#DerreterOCoração

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Ele só tomava banhos frios, chupava gelos e engolia a seco os sentimentos para tentar fugir daquela coisa quente que tomava conta dos seus pensamentos e do seu corpo. E nada. A solução foi tentar congelar a si mesmo. Começou devagar... se transformou em água fria com esperança de virar gelo amanhã. Quando o seu maior desejo, na verdade, era de que viessem correndo até ele e o tomassem com toda a sede do mundo. Mas, ele sabia que isso não ia acontecer. Então ele continua tentando virar pedra. E até está conseguindo, ou pelo menos parece que sim. Aí você aparece e só de você estar existindo ali por perto o corpo dele queima e o gelo vai derretendo. Ele luta, enrijece o corpo, diz para si mesmo que você não existe mais - pelo menos não daquela maneira monstruosa que é capaz de derrete-lo em segundos. E ele tenta não chegar até você porque ele sabe que apesar da enorme distância entre vocês, o pouco da aproximação é suficiente para transportá-lo do gelo direto para o fogo. E só é fogo porque você incoscientemente vai junto. Seria tão bonito se vocês quebrassem esse gelo com um encontro completo - de corpo, alma e coração. Se você pelo menos tivesse a vontade que ele tem de engolir isso tudo e pegar fogo, os dois juntos. Vocês seriam capazes de incendiar qualquer mar que separe vocês.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

#SerSuaLeitura

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Abri, arrombei meu coração, com todas os formatos que se pode dar ao amor. E surgi, renasci do meu orgulho, superei minhas incertezas e me entreguei. Inteiro, mas consciente. Tenho tudo nas minhas mãos: Uma caneta azul, e um papel que estou a rabiscar para você. Desenhei uma chave. Entre as linhas que cortavam o meu papel branco, eu descrevi você. E todos os pedaços de mim. Toda a minha alma, descoberta. Não deixei de falar dos seus olhos. Nem me esqueci do formato das suas mãos. Me arrepiei, escutei como um sussuro a tua voz no meu ouvido, e me encolhi. Você não esta aqui. Os meus olhos não conseguem te ver. Mesmo assim dentro de mim eu te sinto. Todos os detalhes não me fogem. O dia, o gosto, o cheiro. Eu posso descrever cada degrau que nós subimos (Não os literais,mas os da convivência). Meu papel já esta cheio de frases. Cada palavra minha, desenhando um caminho nosso. E a chave no meio do papel, guarda o maior de todos os segredos. A minha letra, escrevendo o teu nome. O meu coração falando de amor. Os meus sentimentos escondidos, expostos. A minha vontade de ser lido. Que você me avance página por página. Que você me devore numa leitura rápida. E que por fim você me possua, me leia inteiro, e encontre o traço certo e que eu fique ao seu lado, até  você começar a escrever comigo a nossa edição.

A.N


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sábado, 4 de junho de 2011

#VivendoNOSSODiaADia

#Dia a dia

Acredito que para a construção de um verdadeiro amor algumas etapas acabam sendo indispensáveis. Podemos até acreditar que não, podemos pular, fingir que seguimos tranqüilos, mas eles sempre retornam ao nosso presente. Tenho percebido que o melhor caminho é também o mais simples. O passo a passo de construir, antes de uma relação, uma aura de admiração, de enamorar de longe, perceber os detalhes.... aproximar, sentir o coração disparar com um “oi”, reparar no jeito de mexer nos cabelos, pegar seu jeito de falar, roubar seus ditados e gírias, ficar sem graça no mesmo ambiente... aprender o outro. E um belo dia, num momento inesperado perceber um olhar profundo, a respiração travada e o sorriso de lado nos lábios dela.
Não será esse o caminho mais curto para construir um relacionamento duradouro?
Afinal, isso é muito bom mesmo!
:
"Um pouco de bagunça, um muito de amor e um mais ainda de você. Só isso."

"Abrigar e aquecer seu coração!"

Inspirado em A.N

quarta-feira, 1 de junho de 2011

#AndeiPensando

Andei pensando. Fazia tempo que não começava um texto assim. Mas andei pensando. Por favor, não fique assustado(a). Sei que às vezes meus pensamentos são estapafúrdios e totalmente fora de propósito. Juro que me esforço.

Hoje acordei com uma energia boa. E olha que o dia tinha tudo pra ser um grande desastre. Amanheceu feio, tímido, frio. Vejo um lado bonito no frio, me traz uma melancolia boa, uma vontade de pensar sobre as coisas, uma vontade de fazer mais por mim, por você, por todo mundo.


Nossas escolhas estão bem aqui, no coração. Não pense que está no colo de um, na mão de outro. Não se adie, por favor. E não se entregue. Aconteça o que acontecer: não se entregue. Não mude seu jeito por ninguém. Mude suas caras, bocas e trejeitos se quiser. A gente é o que é e quem não gosta, paciência. Não se traia, não se mude, não se mova. Seja você.


Tenho gostado tanto de mim. Mesmo com minhas estranhezas e incertezas. Mesmo com meus medos - sou cheio deles, principalmente quando anoitece. Tenho medo. Do escuro, do desconhecido, do que não vejo. E tenho medo de ver o que não sei ainda. Parece papo de louco, eu sei. Mas você sabe? Sabe que existem muito mais coisas do que a gente pode ver, crer, tocar, sentir?

Quanto mais o tempo passa mais percebo que somos pequenos. Tão pouco. Temos tanto o que aprender, o que conhecer. E ao mesmo tempo ficamos estagnados, petrificados. O mundo não para de rodar, nos obriga a decidir, a partir, a ficar, a voltar. E ninguém pergunta o que você quer, como você se sente, o que pretende, o que sonha, se está feliz, satisfeito, se existe algum jeito. E tem. Tem muitos jeitos. Tem o seu jeito. E pra tudo tem remédio, saída, solução (Outra coisa que a matemática me ensinou).


Reflita. Se perceba. Se decida. E procure ser feliz hoje. Buscar você mesmo em algum canto. E abraçar, beijar, seguir em frente sem olhar o que ficou.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

#AImpontualidadeDoAmor.

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Você está sozinho. 
Em frente à TV, 
devora duas barras de chocolate, 
enquanto espera o telefone tocar. 
Bem que podia ser hoje, 
bem que podia ser agora, 
um amor novinho em folha. 
Trimmm! 
É sua mãe, quem mais poderia ser? 
Amor nenhum faz chamadas por telepatia. 
Amor não atende com hora marcada. 
Ele pode chegar antes do esperado 
e encontrar você numa fase galinha, 
sem disposição para relacionamentos sérios. 
Ele passa batido e você nem aí. 
Ou pode chegar tarde demais 
e encontrar você desiludido da vida, 
desconfiado, cheio de olheiras. 
O amor dá meia volta. 
Por que o amor nunca chega na hora certa? 
O amor aparece quando menos se espera 
e de onde menos se imagina. 
Você passa uma festa inteira hipnotizado 
por alguém que nem lhe enxerga, 
e mal repara em outro 
alguém que só tem olhos para você. 
O amor é que nem tesourinha de unhas, 
nunca está onde a gente pensa. 
O amor está em todos os lugares, 
você que não procura direito. 
Aprenda uma coisa 
"o amor é imprevisível." 
Jamais espere ouvir "eu te amo" 
num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. 
O amor odeia clichês. 
Você vai ouvir "eu te amo" numa terça- feira, 
às quatro da tarde, depois de uma 
discussão. 

Idealizar é sofrer, 
Amar é surpreender!