segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Diálogos Impertinentes



- O que você faria se eu não te notasse? 
- Hmm... Acho que eu correria atrás de você, me pintaria de verde, vestiria uma roupa que te agradaria, provocaria um esbarrão ou até uma queda. 
- Será que seria suficiente? 
- Você acha que não...? 
- É... Eu tenho a impressão que eu notei você exatamente por você ser o mais sereno e normal de todos. 
- Nossa... Parece bem sem-graça isso. 
- É que eu já vi tanta gente diferente que no fundo é a mesma coisa. 
- Hmm.. 
- É, caras de quem se espera alguma surpresa gratificante por ser daquele jeito único. Isso é, aparentemente... 
- Hmm.. 
- E quando eu os conheço melhor, não me encanto.. Talvez por esperar demais, ou talvez por eles serem desinteressantes mesmo, e no fundo essa diferença externa ser mais uma máscara pra um interior banal. 
- Tenho até medo de perguntar o que você achou de mim. 
- Eu estou conversando com você há quanto tempo? 
- Umas 4 horas... 
- Isso responde a sua pergunta? 
- Não inteira... Por que você me notou se sou tão normal? 
- Por que eu cansei de me guiar pela aparência de alguém. Queria correr o risco de ser verdadeiramente suspresa. 
- Ah quantas expectativas, eu não acho que... 

E nesse momento ela o interrompe com um beijo. 

- É.. Te confesso que eu esperava por isso, mas não nesse momento. 

Ele retribui o beijo. 

- Acho que podemos nos surpreender mais e mais daqui pra frente. 

"Esse diálogo é meramente ilustrativo, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência." 

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