quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vire a página =(

Meus pensamentos se transformam em meio ao novo destino que está sendo escrito em meu livro da vida. Não há uma trama definida, mas o desfecho já se encontra elaborado. O importante é que participo ativamente do conteúdo e tenho livre arbítrio para modificar o que não me agrada. O sofrimento não faz parte do enredo e a solidão deixará de existir. A história se baseia em fatos reais e há personagens que desconhecem fazer parte desse conto. Outros, porém, não reconhecem que já saíram. Percebo a cada segundo que sou coadjuvante e protagonista ao mesmo tempo no livro de autores por mim desconhecidos. Até então, inexistia um amor compatível com a intensidade dos meus sentimentos.
A história, no capítulo que se encontra, inicia um romance inofensivo em meio a um ambiente suspeito. É uma paixão avassaladora que invade intimamente o ser e rasga os sentidos dos personagens. Constrói e edifica a alma. O conteúdo está se modificando, mas o que já foi escrito não se apaga mais.  O mérito pertence a quem conseguiu conquistar meu coração e dar um novo rumo aos acontecimentos. Se na sua história eu sou o vilão, na minha você não mais será a vítima.   Estou muito contente nessa fase em que me encontro, principalmente, por conseguir enxergar meus erros e acertos.
Este livro não tem preço. Não há comprador e nunca estará a venda. No entanto, é fácil encontrá-lo e de simples compreensão. O difícil, agora, será acompanhar o desenvolvimento do texto. Todo mundo está envolvido em uma trama. É necessário deixar-se levar para atingir o objetivo que os autores definiram. O desfecho pertence a Eles, mas o caminho quem traça somos nós.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar,por obra de Deus.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Por Arnaldo Jabor.


"Que sai dos meus sonhos, de um simples desejo, que tive a vida toda de te encontrar....as folhas do chão vão me indicar"

terça-feira, 16 de março de 2010

estou 'sem tempo' (vulgo 'com preguiça') pra escrever outro texto aqui hoje.

Crescer é misterioso,
Exige paciência,
Dá medo...
Ao mesmo tempo,
O torna valente como um dragão.

É o tempo que você tem,
para analisar o que há ao seu redor,
ver se é certo ou errado.
É a época de pensar e filosofar...

Crescer é tentar,
nos tornar fortes e inteligentes o bastante
para ser "gente" em meio à sociedade.
E ser "gente" é complicado.

Crescer muitas vezes faz doer o emocional,
de ter que deixar pra trás,
as brincadeiras e traquinagens.
Crescer é ter responsabilidades e compromissos,
é esconder sem querer,
a criança que sempre manterá viva no coração!

terça-feira, 2 de março de 2010

Pra ninguém

Não se engane com o meu romantismo, eu mudo de idéia, tão rápido, que posso te magoar. Mas hoje, tudo que eu sei é falar. Primeiro da saudade. Do seu olhar de menina se enchendo de lágrimas enquanto eu te olho e você desviando o olhar para não parecer fraca. Como se eu não podesse ouvir o seu coração acelerado, como se eu não sentisse você tremer nos meus braços.
 Nunca quis te magoar, nunca suportei vê-la sofrer. Não quero fazer promessas, por favor cale-se. Não me pergunte o que será daqui pra frente, apenas segure a minha mão e caminhe do meu lado até que juntos a gente escreva um futuro. O  desespero de saber que só com você eu sinto o momento parar e fico ouvindo o barulho da sua respiração, olhando pros seus olhos, como se as palavras fossem inuteis, tudo se perde nesse momento, eu só sinto, sinto amor. E tudo que eu havia planejado sumiu, toda a força que eu havia criado, todo o discurso de " sem você eu estou melhor", sobrou o seu sorriso doce, suas lágrimas e o para sempre que nos atormenta.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tempo errado

Conversas importantes não precisam mais ser marcadas num almoço ou jantar. Basta mandar um e-mail. Pra conquistar o apreço de uma pretendente, basta ter uma boa lábia no MSN. Quem aqui não fortificou um laço por poder todos os dias falar horas no MSN com alguém? Sem contar os que vão mais longe: namoros virtuais, sites de relacionamento…

Se a gente quer saber os gostos de uma pretendente, basta fuçar as comunidades do Orkut, ler seu blog, segui-lo no Twitter. Pronto, não precisamos mais perguntar muitas coisas, podemos pular umas nove tardes de encontro. Saudade quase não passamos mais. Quer dizer, claro que passamos, mas podemos mandar um sms pra saber se tá tudo bem ou simplesmente pra dizer “estou pensando em você“.

Eu queria poder passar minha juventude antes da vida com Internet. Queria ter sido daquela geração que ia pro parque nas tardes livres pra poder encontrar os amigos e conversar. Que pegava o carro do pai escondido pra passar a noite vendo estrelas, bebendo, rindo e namorando, igual cena de filme antigo. Que ia acampar cada feriado em um lugar diferente. Uma época onde era mais fácil ter segredos, ser misterioso, ser interessante. Um tempo em que pra conhecer uma música nova você tinha que ouvir o rádio o dia todo, e depois sentava com os amigos na calçada com o violão pra mostrar. Uma época que as pessoas escreviam bilhetes e colocavam no bolso sem o destinatário perceber. Quando os apaixonados escreviam cartas e músicas no meio da noite pra poder se declarar. Queria ser de um tempo em que as pessoas iam comer na lanchonete ao lado to trabalho da pretendente só pra poder ver ela sair. Ou esperavam na janela pra ver alguém passar na rua…

Eu nasci no tempo errado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Diálogos Impertinentes



- O que você faria se eu não te notasse? 
- Hmm... Acho que eu correria atrás de você, me pintaria de verde, vestiria uma roupa que te agradaria, provocaria um esbarrão ou até uma queda. 
- Será que seria suficiente? 
- Você acha que não...? 
- É... Eu tenho a impressão que eu notei você exatamente por você ser o mais sereno e normal de todos. 
- Nossa... Parece bem sem-graça isso. 
- É que eu já vi tanta gente diferente que no fundo é a mesma coisa. 
- Hmm.. 
- É, caras de quem se espera alguma surpresa gratificante por ser daquele jeito único. Isso é, aparentemente... 
- Hmm.. 
- E quando eu os conheço melhor, não me encanto.. Talvez por esperar demais, ou talvez por eles serem desinteressantes mesmo, e no fundo essa diferença externa ser mais uma máscara pra um interior banal. 
- Tenho até medo de perguntar o que você achou de mim. 
- Eu estou conversando com você há quanto tempo? 
- Umas 4 horas... 
- Isso responde a sua pergunta? 
- Não inteira... Por que você me notou se sou tão normal? 
- Por que eu cansei de me guiar pela aparência de alguém. Queria correr o risco de ser verdadeiramente suspresa. 
- Ah quantas expectativas, eu não acho que... 

E nesse momento ela o interrompe com um beijo. 

- É.. Te confesso que eu esperava por isso, mas não nesse momento. 

Ele retribui o beijo. 

- Acho que podemos nos surpreender mais e mais daqui pra frente. 

"Esse diálogo é meramente ilustrativo, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência."