Andei pensando, todos nós em algum momento da vida idealizamos um amor - 99,9% na adolescência-, ele é perfeito, ele é nosso, moldamos cada detalhe,pensamos em tudo que se encaixa, dos mais óbvios ao mais absurdo. Desenhamos nossas histórias,escrevemos nossos sonhos e envelhecemos juntos, tudo isso em apenas uma noite pensando nesse amor.
Os anos passam e ficamos menos exigentes,esquecemos o nosso primeiro amor, que não tinha nome, mas nós o reconheceríamos em qualquer lugar, vamos passando de amor em amor, até esquecermos - quase que de vez - por quem antes mesmo de sabermos o que é isso, decidimos amar! Já escrevi que tudo que precisamos saber sobre a vida aprendemos na infância, acho que tudo que desenhamos do nosso ideal amor, não deveria ser tão mutável assim.
Viver a experiência de esbarrar com o nosso primeiro amor é algo que não dá pra dimensionar, de repente tudo se encaixa, de repente você já a conhecia durante uma vida inteira, afinal foi você quem a "criou", ela fala o que você quer ouvir, gosta do que você quer que ela goste, sonha o que você sonha, e tudo isso sem nunca saber que um dia você já tinha sonhado com ela, que ela era exatamente assim, ou no máximo, que ela é melhor ainda agora.Se eu aprendi uma coisa nessa vida, e se posso ensinar algo, é nunca desistir do seu primeiro amor, que há sim no mundo alguém que se encaixe de uma forma quase absurda em tudo que você sempre quis em alguém, que ela parece que espionou seus diários mais secretos. Mas não, ela é simplesmente ela mesma, e ela mesma é assim, justamente porque ela foi feita para você, porque ela sempre esteve em seu coração, por que não haverá ninguém como ela, só ela há de te fazer feliz!
Quando escrevia um amor, escrevia você! E que bom que você chegou, ou que bom que você voltou!
Escrevo pra você...!
"FORÇA SEMPRE"
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