Aí está você grandiosa, na sua impenetrável redoma, impávida, plácida.
Eu, de cá, imploro por notícias de ti, que alguma palavra fria venha suja de verdades que você jamais me contaria, que a cor de suas frases me dêem alguma ideia de como está tu aí dentro.
Eu me desespero em atacar-te com todos os assuntos que eu tenho, mas as palavras saem extremamente internas, insuficientes para que de fato me encoraje a chegar até você. Então tudo que tenho é nada. Você no centro da sala, brilha em um foco de luz que entra pela janela e me deixa a rodear-te nas sombras.Eu inquieto tento, tento e tento mais vezes, como tocar uma luz que parece tão inalcançável ? Como tantas trevas poderiam ser acolhidas por tão pura luz?
E ali você está, com sua luz grandiosa, tão grandiosa que se quer consigo fitar seus olhos. E sigo eu, tão menor, com pequenos sussurros a tentar ser notado em sua redoma.
De repente há algo não automático, um sorriso de canto de boca escapa de sua redoma, haveria ainda um caminho ? Calma., talvez seja apenas uma lembrança, vejo mais sorrisos quando as palavras não partem de mim. Vamos esperando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário