sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

#TalkToMe



Aí está você grandiosa, na sua impenetrável redoma, impávida, plácida.
Eu, de cá, imploro por notícias de ti, que alguma palavra fria venha suja de verdades que você jamais me contaria, que a cor de suas frases me dêem alguma ideia de como está tu aí dentro.
Eu me desespero em atacar-te com todos os assuntos que eu tenho, mas as palavras saem extremamente internas, insuficientes para que de fato me encoraje a chegar até você. Então tudo que tenho é nada. Você no centro da sala, brilha em um foco de luz que entra pela janela e me deixa a rodear-te nas sombras.
Eu inquieto tento, tento e tento mais vezes, como tocar uma luz que parece tão inalcançável ? Como tantas trevas poderiam ser acolhidas por tão pura luz?
E ali você está, com sua luz grandiosa, tão grandiosa que se quer consigo fitar seus olhos. E sigo eu, tão menor, com pequenos sussurros a tentar ser notado em sua redoma.
De repente há algo não automático, um sorriso de canto de boca escapa de sua redoma, haveria ainda um caminho ? Calma., talvez seja apenas uma lembrança, vejo mais sorrisos quando as palavras não partem de mim. Vamos esperando.

sábado, 9 de setembro de 2017

#QuandoEscreviaUmAmorEscreviaVocê

  Andei pensando, todos nós em algum momento da vida idealizamos um amor - 99,9% na adolescência-, ele é perfeito, ele é nosso, moldamos cada detalhe,pensamos em tudo que se encaixa, dos mais óbvios ao mais absurdo. Desenhamos nossas histórias,escrevemos nossos sonhos e envelhecemos juntos, tudo isso em apenas uma noite pensando nesse amor.
 Os anos passam e ficamos menos exigentes,esquecemos o nosso primeiro amor, que não tinha nome, mas nós o reconheceríamos em qualquer lugar, vamos passando de amor em amor, até esquecermos - quase que de vez - por quem antes mesmo de sabermos o que é isso, decidimos amar! Já escrevi que tudo que precisamos saber sobre a vida aprendemos na infância, acho que tudo que desenhamos do nosso ideal amor, não deveria ser tão mutável assim.
 Viver a experiência de esbarrar com o nosso primeiro amor é algo que não dá pra dimensionar, de repente tudo se encaixa, de repente você já a conhecia durante uma vida inteira, afinal foi você quem a "criou", ela fala o que você quer ouvir, gosta do que você quer que ela goste, sonha o que você sonha, e tudo isso sem nunca saber que um dia você já tinha sonhado com ela, que ela era exatamente assim, ou no máximo, que ela é melhor ainda agora.
 Se eu aprendi uma coisa nessa vida, e se posso ensinar algo, é nunca desistir do seu primeiro amor, que há sim no mundo alguém que se encaixe de uma forma quase absurda em tudo que você sempre quis em alguém, que ela parece que espionou seus diários mais secretos. Mas não, ela é simplesmente ela mesma, e ela mesma é assim, justamente porque ela foi feita para você, porque ela sempre esteve em seu coração, por que não haverá ninguém como ela, só ela há de te fazer feliz!
 Quando escrevia um amor, escrevia você! E que bom que você chegou, ou que bom que você voltou!

Escrevo pra você...!

"FORÇA SEMPRE"

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Tudo o que eu quero

Tudo o que eu quero
É um pretexto espontâneo
Pra te ouvir, te observar
Descobrir o que você irá almejar
Tudo o que eu quero
É ser alguém a se confiar
Para o conforto que eu trouxer
Ser o primeiro a te levantar
E sendo assim, se eu puder
Se eu merecer tal satisfação
Se toda a minha ilusão couber
Dentro do teu coração...
Tudo o que eu quero
É o seu sorriso sincero
E a sua beleza estampada
Aos olhos da minha devoção
Tudo o que eu quero
É adivinhar seus pensamentos
E esculpir o amante perfeito
À tua idealização
Tudo o que eu quero
É o agrado do melhor momento
Entregar em qualquer escuridão
A minha atenção, e ter tua gratidão
É descobrir no teu silêncio
O sonho que não é em vão
E te mostrar que tudo é possível
No abrigo da nossa união
E sendo assim, se eu souber
A palavra, a explicação
Usar a rima que vier
E criar a nossa própria canção


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

#13AnosOuMais

Hoje descobri que em Março vão fazer no minimo 13 anos do meu primeiro blog, minha primeira grande aventura de explorar o que sinto, ele ainda esta no ar em um endereço só meu, é impressionante como me sempre as letras digitadas foram minha forma de me fazer um pouco mais real. Sempre fui forte, sempre passei por tudo, sempre tive os melhores sorrisos e abraços. Hoje, 13 anos depois, me encontro mais humano, mais próximo daquilo que todos vivem, hoje sofro com as perdas do dia, choro com medo, desanimo de tudo e sou feliz com muito pouco, uma criança se tornou homem, mas aquele menino nunca deixou de fato de existir, a vida foi se construindo em meio a providências divinas, misericoridas e muitos erros, esse hiato que dei em minha palavras escritas, se tornaram presença de sentimentos mais reais. Pude contemplar o melhor e pior de mim, queria não ter parada de vir aqui, quanta sabedoria e saudades há em cada momento, cada sentimento compartilhado, mas ao mesmo tempo é bom não precisar tanto do refúgio das letras, ainda que ainda precise muito, pois posso dividir de perto com pessoas reais.
Espero voltar a dividir poesia, histórias e sentimentos nesse espaço que talvez seja só meu, talvez alcance alguns destraidos que cliquem sem querer, mas o importante é rimas e poesias que narram minha história e histórias que valem a pena ser registradas, tragam aos olhos razões de olhar para dentro. Como reler o que escrevo me faz contemplar!

Talvez eu volte cedo, ou não volte mais...!

"Força Sempre"

quinta-feira, 10 de julho de 2014

#SobreEssaDistância


Era uma vez uma pessoa. E era uma vez outra pessoa. E era uma vez um amor. E como se já não bastassem todas as complicações inerentes ao amor, este (passado algum tempo) vinha com um bônus: quilômetros.

Quilômetros de distância que estavam lá por alguma razão. Trabalho, estudo, família, raízes, origens, destino, sorte ou azar. Quilômetros estes pelos quais circulavam diariamente as tradicionais e inevitáveis saudades, as inegáveis angústias, a latente ansiedade e a eterna sensação de ser um pouco injustiçado pela vida.

Era uma vez essa história clássica, espalhada pelo mundo como vírus, mas que é sempre nova e fresca e que vive em milhares ou milhões de peitos com essa avassaladora capacidade de causar transtornos e alegrias na mesma medida.

Seriam “amor” e “distância” palavras incompatíveis por natureza? Ou seriam daquelas palavras que se atraem como imãs na sede de criar histórias dignas de roteiros de cinema, atravessando oceanos, desafiando o tempo e todas as probabilidades?

Seria uma espécie de teste? Uma prova para atestar o quão dispostos estamos a nos dar? Seria provação? Uma avaliação para tentar demonstrar nosso grau de interesse pelo amor?

Sei que, por vezes, parece piada de mau gosto do destino. Quando, por exemplo, nos flagramos invejando um casal que está tendo o luxo de passear de mãos dadas. Quando esticamos o braço na cama durante a noite e tudo o que encontramos é espaço vazio. Quando descobrimos que o olfato também sente saudades, como se todo o resto já não fosse suficiente.

E os palcos para as mais belas cenas de amor deixam de ser o entardecer na praia ou a tarde chuvosa no campo para serem um saguão de aeroporto às 7 da manhã de uma terça feira, uma rodoviária lotada no fim do dia  cheia de rostos desconhecidos e completamente alheios à sua história.

E você então descobre pequenas dores em atos que sequer fazia ideia de que existiam: acariciar rostos em fotos; tomar banho, fazer a barba e passar perfume para falar no Skype;  adormecer com o celular na mão, tentando vencer o sono e a distância e acabar sucumbindo a ambos; fazer da vida uma contagem regressiva, sem se lembrar que cada dia vencido é um dia a menos de vida.

Descobre novos surtos e neuroses, nos quais a frase “vou ali no shopping com minha mãe” é lida como “vou encontrar um amigo, morenos dos olhos verdes que sempre foi apaixonado por mim."  . Ou a frase “vou sair para lanchar” é lida como “ estarei com mulheres de 1,80m, cabelos sedosos e seios fartos””. Acontece. Não é fácil não pirar.

E acaba descobrindo também algumas novas alegrias: as promoções de passagens, o súbito momento em que o sinal do 3G é bom o bastante para aguentar 30 minutos de Whatsapp, o prazer de acordar com uma notificação querida de bom dia também whatsapp. É uma verdadeira arte de buscar ânimo em pequenas coisas.

Mas a verdade é que não é fácil. É bem mais difícil do que matar um leão por dia. Porque a saudade a gente não tem como matar. A falta a gente não tem como suprir. A ausência a gente não consegue aceitar sem uma certa relutância.

Mas é realmente incrível nossa capacidade de adaptação. O esforço do cérebro para tornar as lembranças um pouco sensoriais: a memória do toque, do cheiro, do gosto. O dia a dia que vai se ajeitando. O coração que se acalma um pouco, mas que continua batendo forte a cada pequena lembrança.

Tem dias em que a gente se questiona. Faz mesmo sentido? Até quando? Até onde vamos? Tem dias de “e se…”. E se não der certo? E se for perda de tempo? E se a gente não der conta?

Mas, no fim, a verdade é que, se é amor mesmo, a gente sabe que vale a pena. Cada passo, cada suspiro, cada quilômetro encarado. E a gente sabe que não tem saída: viver o romance impossível é mil vezes melhor que não viver o romance. E que, no fundo, essa ânsia dolorida faz com que a gente se sinta extremamente vivo a cada dia.

E amar no conforto, no sólido, no concreto é sempre lindo. Mas amar no desafio, no sacrifício diário, na corda bamba é gigante. É para os fortes. Os corajosos. Os dispostos. Os que declaram, seguros, para a vida:

“Vim para amar.

E vou amar.

Não importa como, eu vou.

E não me ofereça um amor mais fácil.

É esse que eu quero.

terça-feira, 15 de abril de 2014

#PequenoTratadoDeAmor


Amar é corrigir e deixar-se corrigir, é pedir perdão e perdoar, é perder para ganhar, é se cansar para que o outro descanse, é morrer para que o outro tenha vida, é esquecer de buscar ser feliz e viver para fazer o outro feliz, é ser força na fraqueza, sustento na queda, conforto no sofrimentos, é não desistir de lutar, é deixar-se mudar, é silenciar quando for preciso, é crescer no cuidado, no diálogo, no respeito, é saber exortar sem ferir, é deixar-se ferir para curar a dor do outro, é buscar compreender antes de julgar, é ver em cada novo dia uma nova chance para recomeçar!

Ainda em eterno aprendizado.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

#IdasEVindas


E na estrada da vida muitas pessoas se perdem, há as que não serão mais lembradas e há as que sempre estarão na memória. Parceiros inesquecíveis não existirão mais além da imaginação do momento e da roda dos que nos acompanharam em carona ou surgiram pelo caminho. Algumas pessoas se distanciam de propósito, outras, a vida que leva pra bem longe. Perdi muitas pessoas importantes sem saber que estava perdendo. Me perdi de muitas pessoas, não porque eu quis, mas sim, porque não dava mais jeito de estar por perto. Algumas pessoas a gente prefere viver longe, de tão perfeita que a pessoa é para nós, a gente acaba estragando,na verdade eu acabo estragando tudo. Então, de longe, nada afeta,não que eu acredite verdadeiramente nisso. Muitas pessoas veem e vão, poucas veem e ficam. Algumas grudam, impregnam na gente. Outras, passam só de passagem. Algumas deixam raiva por que não?, ou uma tristeza serena, e até mesmo aquela inexplicável felicidade. Espertas são aquelas que deixam uma saudade mansa e aquele vontade de querer mais.  Ah, se um dia desses me deixassem uma letra de uma música num papel amassado, como me deixam desesperado de saudade. Uma música calma e leve salvaria. Pegaria esta música e viveria, num canto ou a rodar neste mundo, porque quando nada mais sobrar, nem amigos para contar estórias, nem amores para amar, eu teria apenas as estradas e nenhum passado, só o futuro, o silêncio e a música para servir-me de consolo. Na minha rua não tem estação definida, então me invento na madrugada, foi o que deixaram pra mim. E do silêncio renasço, porque morro todo dia. Todo.